Então, o que seria a crença limitante? É uma crença em algo que limita, de alguma forma, a pessoa que tem a crença. Essa crença pode ser relativa a acreditar, a dar crédito a alguma coisa ou a alguém. E pode ser relativa a ter fé em algo ou alguém, ou seja, a pessoa colocou o coração em algo que não está fazendo bem para ela.
A crença limitante impede a pessoa de ir além de um certo limite, que ela poderia e deveria ultrapassar, se a crença não estivesse ali impedindo. E, por isso a crença limitante, é considerada algo prejudicial à pessoa. Normalmente, as crenças limitantes estão mais relacionadas a ter fé em algo ou alguém, porque a crença de dar crédito tem mais a ver com as coisas práticas e materiais.
Nesse caso, vamos definir a crença limitante da seguinte forma:
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Crenças limitantes são aquelas ideias que a pessoa adota como suas e que movem o seu coração, porque lhe parecem ser a coisa certa a pensar e sentir; mas em algum momento, essas crenças passam a limitar sua capacidade de agir e de prosseguir em determinados aspectos da vida, provocando paralisias e retrocessos e, por isso, precisam ser avaliadas e modificadas, para que a pessoa extrapole essas limitações. |
Agora, vamos voltar ao exemplo da Chatita e tentar entender quais são as crenças limitantes que estão atrapalhando a vida dela?
A Chatita se torna adulta, se apaixona por um rapaz e quer muito namorar e se casar com ele. Ela é muito bonita, mas o rapaz não se interessa por ela, devido ao modo como ela se comporta. Ela leva um fora e fica frustrada. Então, ela se apaixona por outro e por outro e por outro. E nunca consegue namorar por muito tempo com nenhum deles. Só então a Chatita vai perceber que tem algo errado com ela.
Assim, a Chatita assiste a essa série sobre crenças limitantes aqui no Alfarrábios e faz uma auto análise. E ela chega à conclusão, muito sincera, de quais são as crenças limitantes sobre si mesma, sobre a vida e o mundo:
- Para ser amada, eu não preciso fazer nada
- Para ter recompensas, eu não preciso me esforçar
- Se meus pais fazem tudo por mim, todos devem fazer tudo por mim
- As pessoas existem para me servir
- Eu preciso ser protegida
- Não sou capaz de fazer nada por mim mesma
- O sofrimento é insuportável, eu não vou aguentar
- Meus pais sempre vão me proteger
- Alguém sempre vai me proteger
No entanto, será que o fato de a Chatita ser tão protegida e tão amada pelos seus pais indica que ela se sinta amada e protegida realmente? E que ela ame e respeite a si mesma? É bem provável que não, pois, se ela já recebe tanto amor dos pais e sem reciprocidade, por que ela precisaria amar a si mesma? Os pais já fazem isso por ela, muito além do necessário. E tudo fica muito confortável quando estamos no seio da nossa família.
O problema é quando saímos para viver no mundo, quando não temos mais os nossos pais e familiares para nos proteger. Então, a Chatita não aprendeu a amar a si mesma e as crenças dela são sempre uma expectativa de que o outro vai amar ela incondicionalmente. Ela aprendeu que só está ali como um bebezinho, para receber o amor. E por isso, é bem provável que a Chatita vai ter muitas dificuldades com as pessoas lá fora. E isso vai se refletir no interior dela e fazer ela sofrer.
Assim, a Chatita fica muito triste por perceber suas crenças limitantes, mas agora ela tem um motivo para lutar e para combater essas crenças!
Porque ela quer muito ter um parceiro legal! Por muito tempo, essas crenças da Chatita sobre a vida não limitavam ela de forma alguma, pois ela não tinha um sonho ou objetivo, não tinha nada pelo que lutar.
Mas agora, por algo que ela não consegue conquistar, ela sente essas limitações. Por isso, a Chatita quer entender mais sobre como ela adquiriu essas crenças e como ela pode se livrar delas.
Então, vamos entender mais a fundo as origens ou fontes das nossas crenças.

